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CAIXA USOU EM UM MÊS TODAS AS CÉDULAS PREVISTAS PARA O ANO

  • 02/06
  • Geral
  • Assessoria de imprensa

 


 

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Alta demanda por dinheiro em papel é reflexo do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600
(Por Marina Barbosa)


Em apenas um mês de pagamento do auxílio emergencial, a Caixa Econômica Federal (CEF) usou quase o dobro da quantidade de cédulas que costuma usar ao longo de um ano. O excesso de demanda por dinheiro em papel foi confirmado, nesta segunda-feira (1º/6), pelo Banco Central, que chegou até a pedir para a Casa da Moeda acelerar a produção de novas cédulas, mas garantiu que não vai faltar dinheiro para os brasileiros.
 
"Houve um pagamento muito grande em espécie. O percentual sacado em espécie foi maior que o histórico anterior. [...] A Caixa Econômica utiliza de cédulas entre R$ 20 bilhões a R$ 26 bilhões por ano e agora foram utilizados quase R$ 50 bilhões em um mês", revelou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Ele participa de um audiência pública realizada pela comissão que acompanha o enfrentamento ao coronavírus nesta segunda-feira (1/6). "Pagamos em dinheiro uma quantia muito alta, em alguns locais do Brasil, para o que tinham de gasto corrente", acrescentou.

E boa parte desse dinheiro só está voltando para o sistema financeiro agora, passado mais de um mês do pagamento da primeira parcela dos R$ 600, segundo Campos Neto. "As pessoas levaram o dinheiro para casa e gastaram aos poucos. Essas pessoas não tinham conta corrente. Então o dinheiro não voltou", explicou o presidente do Banco Central.

Essa questão ainda foi agravada pela grande quantidade de pessoas que, mesmo não sendo beneficiária do auxílio emergencial, decidiu guardar dinheiro em casa, em uma reserva de emergência, durante a crise do novo coronavírus. "Houve nessa fase recente um problema de entesouramento", afirmou Neto.

Acelerar produção
Por conta disso, Campos Neto reconheceu que o Banco Central pediu para a Casa da Moeda acelerar a produção das novas cédulas que estavam contratadas para este ano. Foi uma forma, segundo ele, de manter a margem de segurança de estoque dos bancos.

O presidente do BC garantiu, por sua vez, que essa situação não vai deixar os brasileiros sem dinheiro, nem vai afetar o pagamento do auxílio emergencial. "Na última semana, já houve um retorno [do dinheiro que foi desembolsado pela Caixa]. Não vai existir problema de falta de segurança", assegurou.

Ele também admitiu, contudo, que essa situação vai aumentar o volume do dinheiro circulante e consequentemente o custo desse numerário neste ano. Por isso, defendeu a continuidade dos programas de digitalização e inclusão bancária, como a Caixa vem fazendo ao abrir contas sociais digitais para os beneficiários do auxílio emergencial.

Campos Neto destacou, inclusive, que a autoridade monetária não alterou os prazos de implementação dos programas de pagamento instantâneo e de open banking por conta da pandemia do novo coronavírus. Esses programas devem entrar em operação, portanto, ainda neste ano, com o intuito de ampliar a digitalização dos clientes bancários brasileiros. (Fonte: Correio Braziliense)

 

 
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