Dirigentes de todas as regiões do Paraná vão reorganizar a estratégia sindical num Brasil sacudido por crises políticas, pressão sobre direitos sociais e disputas que já influenciam a eleição de 2026
A UGT-PR (União Geral dos Trabalhadores do Paraná) promoverá o Encontro Estadual da entidade, dia 28 de novembro (sexta-feira), das 8h30 às 16h, no Eco Cataratas Resort, em Foz do Iguaçu. O evento vai reunir dirigentes das entidades filiadas à UGT-PR.
O presidente da Federação dos Bancários do Estado do Paraná (FEEB-PR) e do Sindicato de Cascavel, Gladir Basso, participará do encontro juntamente com outras lideranças da Federação e dos sindicatos de bancários filiados, entre eles, Iara Freire e Marcus Fressato, diretores da Federação; Claudecir de Souza, Carlos Roberto Rodrigues e Israel Lobo Coelho, presidente, vice-presidente e secretário geral do Sindicato de Maringá; Paulo Roberto korber, Arildo da Penha Onório e Lilian hipólita Garcia, diretores do Sindicato dos Bancários de Foz do Iguaçu.
O Encontro Estadual da UGT-PR vai debater temas fundamentais para o movimento sindical e para o futuro do trabalho. Entre os temas destacam-se Inteligência Artificial e a Comunicação Sindical; Reforma Administrativa e seus Impactos para a População; A Soberania Nacional e os Impactos no Mundo do Trabalho.
Neste evento, dirigentes de todas as regiões do Paraná vão se reunir para reorganizar a estratégia sindical num Brasil sacudido por crises políticas, pressão sobre direitos sociais e disputas que já influenciam a eleição de 2026. O evento na tríplice fronteira traz uma programação intensa, como revela o presidente da central sindical no Estado, Manassés Oliveira.
A sensação entre sindicalistas é de que o movimento está entrando numa nova fase, na qual tecnologia, política e direitos trabalhistas se chocam com força. A presença do presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, e do vice Roberto Santiago evidencia o peso do encontro, tratado como um “ajuste de rota” num cenário em que a base trabalhadora cobra respostas e ação coordenada.
TEMAS E PROGRAMAÇÃO
O primeiro grande momento do encontro acontecerá às 9h30. O diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, e Esmael Morais, jornalista e advogado e especialista em política nacional e bastidores do poder, apresentam uma pesquisa nacional inédita que mergulha no humor do trabalhador: medo do desemprego, avaliação de líderes, expectativas para 2026 e percepção de risco em setores estratégicos. Nos bastidores, dirigentes apostam que os números vão expor fragilidades da direita após a prisão de do ex-presidente Jair Bolsonaro e ajustar cálculos do campo progressista.
A inteligência artificial entra no debate às 11h30. O pesquisador Álvaro César mostra que a IA já impacta negociações coletivas, rotinas produtivas e formas de controle dentro das empresas. A discussão gira em torno de um ponto-chave: ou o sindicalismo se apropria da tecnologia para ampliar poder e capacidade de mobilização, ou verá direitos sendo corroídos por algoritmos sem debate público. Participam Jhonatan Moura, do Siemaco-Guarulhos, e Lizandra Tadaieski, jornalista da UGT-PR.
Depois do almoço, às 14h15, a reforma administrativa volta ao centro do ringue. Servidores temem que o texto, se aprovado, desmonte estruturas essenciais do Estado, prejudicando milhões de brasileiros que dependem de saúde, educação e segurança públicas. Luiz Carlos Silva de Oliveira, Eduardo Sérgio Coelho, Rejane Soldani Sobreiro e Fábio Vinicius Molin destrincham o impacto direto nas carreiras e no atendimento à população. A leitura entre dirigentes é direta: se o tema voltar à pauta do Congresso, o enfrentamento será inevitável.
Às 15h30, entra em cena o debate mais sensível desde 2017: o custeio sindical. O professor e perito da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Sandro Lunard Nicoladeli, e o coordenador da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical (Conalis), Alberto Emiliano de Oliveira Neto, discutem caminhos jurídicos para garantir sustentabilidade das entidades sem ferir a liberdade de organização. É o ponto que mais mexe com líderes sindicais, já que envolve sobrevivência, estrutura e capacidade real de luta.
A programação segue às 17h com a participação das secretarias da UGT e encerra às 18h. O jantar das 19h30, no entanto, é onde o termômetro político costuma subir: conversas reservadas, alinhamento de estratégias regionais e projeções sobre alianças para 2026 devem dominar o ambiente.
O encontro em Foz acontece num momento em que o Brasil redefine rumos entre tecnologia acelerada, polarização dura e disputa feroz por direitos sociais. A UGT-PR chega à fronteira para reorganizar forças e sair com uma estratégia capaz de enfrentar um dos anos eleitorais mais decisivos desde a redemocratização.
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