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O papel do sindicato na proteção dos trabalhadores das fintechs

  • 19/03
  • Geral
  • Assessoria de imprensa


Embora empresas não sejam reconhecidas como bancos, casos WillBank e Pleno podem abrir precedentes para o segmento

O cenário financeiro digital brasileiro vive o que especialistas chamam de “ressaca regulatória”: após a expansão vista durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central — que viu o registro de mais de 1.500 novas fintechs a partir de 2023 —, a autoridade monetária, agora sob a condução de Gabriel Galípolo, iniciou um processo rigoroso de saneamento do sistema.

O que se vê hoje é o estouro de uma bolha de desregulação que, embora vendida como inovação, caminha sobre um “passivo social” alarmante. A tese central desta crise é a de que a inovação, quando atropela a supervisão, transfere o risco do capital diretamente para o colo do trabalhador.

“Nossa primeira reclamação é que (as fintechs precisam) cumprir normas, ter fiscalização rígida, ponto físico de atendimento, e os trabalhadores serem do ramo financeiro representado por suas entidades de classe”, afirma Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de SP.

“As empresas de pagamento, startups financeiras, não podem ser um lugar para desvirtuar o papel do banco, do bancário e deixar o sistema em risco. Fomos contra o aumento sem controle das fintechs, denunciamos durante a CPI das fraudes digitais que existe uma série de modalidades de crimes cibernéticos que o BC não dá conta, e não tivemos sucesso”.

No caso envolvendo a liquidação do conglomerado Master – que além do Banco Master inclui Will Bank e Banco Pleno – o mercado financeiro debruçou-se sobre a recuperação de ativos investidos, mas foi o sindicato dos bancários que se posicionou contra a precarização e o abandono dos profissionais afetados.

Raio-X das Liquidações
A teia societária revela conexões profundas: o Will Bank operava como o braço digital do Banco Master, sob o comando de Daniel Vorcaro. Já o Banco Pleno — que carrega o DNA do antigo Indusval, fundado em 1967, e passou pela marca Voiter — era controlado por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

O colapso do Pleno ocorreu em meio a um cenário policial: Augusto Lima foi preso na Operação Compliance Zero em novembro de 2025, em um indicativo de que a deterioração de liquidez andava de mãos dadas com graves problemas de conformidade.

O efeito cascata nessas instituições expõe não apenas falhas de gestão, mas um rombo financeiro bilionário. No caso do Banco Master, essa perda está estimada em R$40 bilhões, além do efeito a ser sentido pelos funcionários do grupo, como é possível estimar na tabela abaixo. (Fonte: Seeb SP)

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