Banco vai absorver patrimônio de R$ 51,9 milhões e encerrar oficialmente a subsidiária; para clientes, cartões continuam funcionando normalmente (PorGiorgio Guedin) - foto Paulinho Costa feebpr -
O Itaú Unibanco aprovou oficialmente a incorporação do Itaucard, unidade responsável pela emissão e gestão dos cartões de crédito do grupo.
Na prática, isso significa que o Itaucard será extinto como empresa e todo o seu patrimônio líquido, avaliado em R$ 51,9 milhões, será absorvido pela holding do banco.
A decisão foi aprovada em assembleia geral extraordinária realizada na terça-feira (28), com apoio de acionistas que representavam 92,28% das ações ordinárias da companhia.
Agora, a operação ainda depende do aval do Banco Central.
O cartão vai acabar?
Não. Para os clientes, os cartões continuam funcionando normalmente.
O que deixa de existir é a estrutura societária do Itaucard como empresa separada dentro do grupo Itaú.
Na prática, o processo já vinha acontecendo há anos.
Desde 2022, boa parte das atividades da subsidiária começou a ser transferida para o próprio Itaú Unibanco Holding. Em 2024, outras funções remanescentes ligadas a contas de pagamento passaram para o Itaú Unibanco S.A.
Por isso, muitos clientes já perceberam que a marca Itaucard vinha desaparecendo aos poucos.
Nos últimos anos, o banco também desativou o aplicativo exclusivo do Itaucard.
Os clientes foram migrados para o chamado “Super App Itaú”, centralizando os serviços em uma única plataforma.
Além disso, cartões mais recentes, como o Itaú Click, já passaram a destacar muito mais a marca Itaú do que o nome Itaucard.
Em produtos como Itaú Azul, Itaú Magalu, cartões da LATAM Airlines Brasil, Magazine Luiza, Samsung e Ipiranga, a tendência também é de substituição gradual da marca antiga.
O que fazia o Itaucard
A subsidiária era responsável pela emissão de cartões próprios, como Personnalité e Click, além de cartões em parceria com outras grandes marcas.
Também cuidava da gestão de crédito e riscos, emissão de faturas e programas de fidelidade.
Com a reorganização, todos os ativos, passivos, direitos e obrigações passam a ser assumidos diretamente pelo Itaú.
Como o Itaucard já era uma subsidiária integral do grupo, a incorporação não exigirá aumento de capital nem emissão de novas ações.
Por que o banco está fazendo isso
Segundo comunicado oficial, a medida faz parte da estratégia de racionalização de estruturas e busca por maior eficiência operacional.
O objetivo é simplificar o funcionamento interno do conglomerado e gerar mais sinergias entre as operações.
Quando o conselho de administração aprovou a proposta, cerca de um mês atrás, as ações do banco registraram alta no mercado justamente pela expectativa de ganho de eficiência.
Na prática, o nome Itaucard sai de cena, mas os serviços continuam — agora totalmente incorporados ao Itaú. (Fonte: nd+)